Passa por mim
Tanta gente desconhecida
Tanto rosto diferente, cheiro bom, cheiro ruim
Tanta cor, tanta raça, aqui nessa avenida
Esconde o cigarro na meia, o velho
Exala fumaça em mim, a moça
Eu coexisto na via obstruída
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E esse inverno, que chega tão intranquilo... É como eu: nada se nota na superfície. E deságua como temporal por dentro. Gosto da solidão, de estar acompanhado. E da companhia de estar só. Meu cômodo bagunçado, as vozes de fora e as de dentro... sem conexão. Nada é tão absurdo quanto importante - a importância jaz em coisinhas triviais.
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