Sentei-me no segundo andar envidraçado para experimentar uma torta de nozes terrivelmente doce e enjoativa que tive que quebrar com um café amargo. Nesses meus momentos que espero, não sejam os últimos de ócio, mas que sejam substituídos pelo ofício nos dias a seguir. Como de costume observara as ratazanas a andar embaixo de mim, meus semelhantes, chamo-os de ratazanas só para não perder a mania de inferiorizá-los para me sentir menos insignificante.
Eles andavam para lá e para cá, e não perdi tempo em imaginar o que iam fazer... Ao menos tentei. Só os olhei, e percebi que suas roupas cheias de cores me deixavam confusa. Olhei para o verde das árvores e me senti mais tranquila. Percebi que um passarinho movia sua cabeça freneticamente de um lado para outro, e por vezes chegava a me olhar. Em sua naturalidade, não se preocupava em ser apenas ele, enquanto os viventes abaixo tinham suas identidades preservadas por materiais alheios.