28 de abr. de 2013

Bóris





                                                                     
  Naquela rua sempre escurecia mais cedo, uma luz azulada e tal luz podia drenar todas as outras energias. Às vezes um lugar pode matá-lo aos poucos, com suas estradas empoeiradas cheias de ossos. Milhas em círculos, a fé é algo dissolúvel. Três xícaras podem me manter acordada com esforço, temo que esse esforço se desligue como um interruptor. Isto não é uma criação, a existência é involuntária. Fé não é apenas   uma doutrina, é certa crença de que algo pode seguir um caminho correto. Nada pode ser feito. Os olhos ao serem vistos não reconhecem os que vêem.


Engana ao pensar que nada se repete, sucumbe em eterna repetição. O tempo é a repetição de seus ponteiros, de seus números, de fatos. A única coisa que muda é a sequência de situações, elas se adequam a  cada passo que o indivíduo dá. Curvas erradas geralmente o levam a destinos insólitos. Chega rapidamente sem permissão, e resta, apenas resta um vago momento muito perdido nas entrelinhas de uma cadeia de reações, e este momento, ele nunca retorna.