29 de abr. de 2013

Na estrada

Há gosto de morte
Eu sou um fantoche de seus erros
Penso que há uma solução
E recupero com muita dedicação minha rotina
Essencialmente detalhada, quase perfeita
Me movimento como um artrópode
De um hemisfério à outro
E retorno ao ponto de partida
Nas falhas de outra pessoa
A adaptação é uma das melhores características
Uma dádiva incrível se bem direcionada
Como um belo vestido de festa
Que deve ser usado dia após dia
E nunca estar amassado
A estrada é escura, nenhuma luz ou casa
A viagem é longa
O espírito que paira nela é silencioso



Invisível aos olhos porém sempre presente
Eu viajo por esta estrada, por horas
Ele guia viajantes, para novamente habitarem seus ninhos
Ninguém tem encontrado descanso
Afligido e novamente jogado no claustro
Necrotério é o nome que certo homem o deu
Não há mortos se não os que ainda caminham
A morte enfim reside dentro de seus corpos
Que para mim não são sinônimo de nada
Eu não posso visualizar a vida dentro de tais seres
Pressuponho que estes ligamentos necessitam pulso elétrico
A calmaria é absoluta
Na estrada