Passos, desconcertos do ébrio, acelera a fádiga e desidrata a sede. Não impede o tolo, dá a chave ao inapto, sustenta a inverdade. Aos cegos e constantemente presos por seus méritos, inabaláveis em seus egos, que constroem diante da sua palavra um grande castelo e nele um trono. Em seus falos e corpos saudáveis sua moral herméticamente selada e canonizada. Bem sucedidos, mentalmente constantes, prezando a sua própria conduta. Julgam e oprimem pois à eles foram dadas todas as graças divinas.
Aqueles que em nenhuma parte de suas existências cometeram erro algum, e os olhares que se extendem logo acima para os menores não encontrar. Que exprimem palavras teatrais e sorrisos simétricos ao deslumbre dos espectadores, bonecos de pano às traças. Pequenos demônios intolerantes que acendem suas tochas e preparam suas fogueiras. Uma pré concebida ideia, definições alheias e porcamente analisadas. Que decidem por suas próprias mãos e línguas ceifar a cabeça de um cara qualquer. Dizer a ele que ele não importa e não basta. Que seu fim seria contentamento e haveria celebração. Que sua dor é uma fraqueza, um erro de conduta, que sua dor o faz um idiota. Faça um bem e ninguém notará, faça algo ruim e incendiará a platéia. A regra geral é a de não fugir aos parâmetros, estar dentro e embalado para o comércio, ser parte da imundície.