15 de mai. de 2013

Todas as suas verdades são incontestáveis?

    Muitos mitos surgiram para explicar ideias misteriosas, dúvidas que fugiam da compreensão de uma espécie que sempre procura uma explicação para todas as bobagens que existem. Para Freud e Jung os mitos tinham caráter inconsciente que revelam desejos profundos do ser humano. Deuses, heróis e vilões são figuras mitológicas do inconsciente humano, assim como estrelas de cinema e da música ou qualquer material que possa ser usado pela mídia como moeda, para suprir os anseios de cada um de superar a própria inexpressividade. No caso, todo o manipulador de informação é em parte maniqueísta, dividindo bem e mal como fronteiras antagonicas que nunca se conectam.



    A cultura da ética prepotente pode ser abusiva, quando se tem todo um conteúdo histórico para usar como ferramenta, e todas as verdades são absolutas. Às vezes me deparo com certos acontecimentos,  como indivíduos tentando sobrepor suas ideias às de outros. Ditando o que devem fazer com seus corpos, com seus sentimentos, quais os rituais são mais ou menos importantes. Em maioria tais pessoas são sucessores de doutrinas enraizadas no coletivo, religião pode ser uma delas. No entanto, este coletivo vai muito além da religiosidade se extendendo à pequenas ações cotidianas, você já fez o que deveria ter feito? Eu aposto que várias faíscas de obrigações ilusórias se acenderam. Mas, não há nenhum dever.
  Os rituais permeiam nossa existência, não há como desviar deles. Mesmo declarando nossa total apatia em relação aos ritos e nosso ateísmo a tudo o que não é material, somos levados pela corrente da consciência coletiva. Ao nascer, a criança deve passar por um ritual para ser aceita em seu grupo como ser vivo. O casamento simboliza a união verdadeira de dois seres. Aniversário simboliza o envelhecimento e o crescimento do ser humano, às vezes pode parecer que sem uma celebração o indivíduo não realizou realmente a passagem.
     Penso que quebrar estes rituais seria uma ofensa à ordem de muitas coisas, ou a solução de várias outras, who knows?
    Isto responde em parte algumas das perguntas que me faço constantemente, "por que agimos sempre da mesma maneira?" E que talvez, muitos dos fatos e relações de caráter social que nunca fizeram sentido ou pareceram inúteis, possam ser explicados pelas necessidades internas que desconhecemos ou escondemos, pelos medos, pelas fantasias, pelos anseios.