24 de mar. de 2013

Ghosts I-IV

 Tudo o que fazemos serve apenas para cobrir a parcela de tempo que nos sobra quando realizamos nossas funções fisiológicas. Sendo assim, qualquer ideia que nós temos e adotamos como centro e algo de extrema importância para existência não passa de um acessório de entretenimento. Até mesmo a influência das emoções no conceito inteiro, ao observar claramente é apenas mais uma das manifestações de nosso íntimo com intenção de transformar nossa realidade em algo mais complexo e curioso, digno de ser descoberto. Não que isso seja proposital logo que um ser pequeno não entende certas coisas e não as planeja. Talvez a movimentação ao redor e a tamanha importância a qual o seu círculo social dá a moral, inteligência, desenvolvimento e educação vão formando um caráter semelhante aos demais. E resta ainda em todo ser humano essa complexidade projetada, como se houvesse um quadro onde há uma resposta grande e claramente escrita, porém é borrada. Porque, imagine viver em um mundo onde nada faz sentido verdadeiro, ou é fácil demais até que se torna cansativa. Assim como o homem cria suas ilusões, a natureza tem suas vertentes. Cada espécie por mais aparentemente igual tem suas diferenças essenciais. O ser humano é apenas um projeto de animal. Esse animal torna-se escravo de objetos, dedica tempo, trabalho, sentimentos a coisas que jamais poderão retribuir-lhe nada além de facilidade e diversão. Onde cada atitude determina um padrão de comportamento. Em meio a isso ou nadamos em harmonia com a maré, ou afundamos. Temos mais uma vez que nos defendermos, agora não apenas dos ferozes animais, temos que defendermos de nossas próprias mentes turbulentas, de nossos desejos encobertos pelas enraizadas peças morais de nosso teatro, defendermos de ataques que nos aflingem física ou mentalmente por parte de nossos "iguais", cada um pensando o tempo inteiro, e criando sem parar. Nossas defesas que antes eram dentes e garras, são agora teóricas como o resto das coisas.